ESTELA  SALEMA

Completou a sua formação de professora em 2004, no Centro de Yoga do Porto, no curso de três anos ministrado pela Mestre Dinorah de Freitas.
Seguem-se outros cursos e formações, nomeadamente com o Prof. Hermógenes e a Prof. Helena del Pino. Paralelamente, concluiu em 2002 a sua formação de Monitora de Aeróbica e em 2008 a formação de Professora de Pilates pelo CEFAD.

Na sua experiência, constam, desde 2004, diversas entidades, entre ginásios, healfclubs, jardins de infância e outros, onde tem ensinado Yoga a públicos de diferentes idades.

A prática, o ensino e a reflexão de alguns anos levaram-na a interessar-se pela escrita como forma de comunicação e partilha do seu conceito e orientação de vida. Em 2009, publica finalmente o seu primeiro livro, "O Yoga como caminho" (Editora Vogais e Companhia), basedo no Asthanga Yoga de Pantanjali - um texto muito prático e enriquecido com ilustrações esquemáticas que ajudam o praticante na compreensão de todas as posturas. Afirma que este "caminho" é algo que nos torna pacientes e nos ajuda a cada dia sermos melhores para connosco e para tudo o que nos rodeia. Convida, assim, os leitores a fazerem a sua própria caminhada, a conhecerem-se melhor e a sentirem as suas limitações e avanços - Todos os percursos são diferentes!

Yoga

Oriundo da Índia há mais de quatro mil anos, o Yoga é um modo e uma filosofia de vida que cada vez mais está difundido no Ocidente, principalmente ao nível do Hatha Yoga (mais baseado em posturas). As posições de yoga (âsanas) fortificam os músculos, aumentam a flexibilidade, melhoram a postura e facilitam a circulação.

Como a própria palavra o indica, o yoga vem da raiz sânscrita yuj, cujo significado é junção, união. Perspectivando este conceito para nós próprios, podemos encarar o yoga de uma forma holística, trabalhando todos os níveis do ser: físico, psíquico, emocional, ambiental e espiritual. O aprofundamento de cada nível pode ajustar-se às necessidades de cada um. Por exemplo, dando uma abordagem mais centrada no aspecto anatómico, trabalhando a correcção postural e a consciência corporal ou dando maior ênfase à meditação e concentração.

Ao permitir que a postura se concretize, estamos a utilizar o corpo para aceder a níveis mais profundos da mente. Esta atitude, guia-nos a um estado interior consciente, menos susceptível às contrariedades da vida.

Benefícios do yoga?
- Melhora a capacidade de concentração;
- Activa a criatividade, o sentido estético;
- Fortalece os músculos e beneficia o equilíbrio;
- Propicia uma massagem interna, ao nível de órgãos devido à coordenação de  âsanas com a respiração;
- Permite o relaxamento muscular e mental;
- Melhora a circulação;
- Proporciona bem-estar e tranquilidade, promovendo o auto-conhecimento e facilitando as relações com os outros;
- Ajuda a controlar o stress e a ansiedade;
- Permite a calma, o silêncio, a paz interior.

A quem se destina?
- Crianças com a mesma faixa etária;
- A todos os que queiram melhorar a sua qualidade de vida;
- Pessoas com problemas físicos e ou psíquicos.

Como é uma sessão de yoga?
Iniciamos com uma fase de relaxamento muito breve;
Seguem-se movimentos suaves de coordenação para preparar o corpo de uma postura para outra;
Consoante o grupo, as posturas (âsanas) vão tendo algum grau de dificuldade;
Acabamos com o relaxamento que pode variar, tendo meditação ou apenas um mantram (palavra(s) cuja repetição promove a concentração e meditação) cantado em conjunto.
A duração média de cada sessão de yoga é de 60 minutos.

Quantas vezes por semana deve ser a prática?
O mínimo indispensável para produzir resultados é de duas vezes por semana.
O ideal será ter uma prática regular com o maior número de vezes possível.

“Semeia um acto e colherás um hábito. Semeia um hábito e colherás um caracter. Semeia um caracter e colherás um destino.”    Preceito hindu

 

Meditação

"A meditação é apenas um meio para conseguirmos silenciar a mente.  Há vários tipos de meditação mas todos têm o mesmo fim - criar paz interior e aumentar o silêncio dentro de nós. Não é ficar apenas sem mexer e com a coluna direita. É tentar aumentar o espaço em cada pensamento.

Quando um pensamento vem, a mente tem como função lembrar tudo o que seja parecido, igual. Funciona como uma âncora de factos presentes, passados ou futuros e, deste modo, torna-se num filme interminável de associações. Este é o papel da mente. Como contornar-lo?

Assumirmos o controlo de nós mesmos começa por perceber o que pensamos e escolhermos aquilo que é melhor para nós. Na meditação não escolhemos pensar. Concentra-mo-nos por exemplo na respiração através do abdómen e tentamos não "fugir" desse lugar. Depressa os pensamentos surgem. A escolha é nossa. Quanto mais persistentes formos na meditação, mais benefícios colhemos para a nossa Vida.

À medida que começamos a tomar verdadeiramente conta de nós, estamos a melhorar tudo ao nosso redor. O emprego é visto com olhos maiores de compreensão. A família é o elo principal de crescimento. Aqueles amigos ficaram diferentes.....

A mudança foi dentro de nós e não nos "outros". Simplesmente torna-mo-nos no figo maduro e caímos da árvore para alimentar outro ser. A árvore não precisava de nós e nós agradecemos a sua ajuda no percurso. A melhor maneira é sermos úteis como alimento para alguém.

Seja esse figo. Não desista de si. O mundo é uma teia de aranha, onde cada fio é imprescindível para ajudar o outro a torná-lo perfeito."

Estela Salema      in http://yogacomocaminho.blogspot.com/

India  2009 

  

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